Latest Entries »

Tétano. Tai uma doença que pouquíssimas pessoas sabem realmente o que é. Você sabe qual é sua profilaxia? E quanto ao tratamento?

Hoje viemos divulgar um banner sobre o Tétano. O banner foi feito para um trabalho da professora Manuella. É um estudo comparativo entre o conhecimento geral da população e o de especialistas da área de saúde em relação a doença. Além dos resultados o banner também traz um pouco sobre o tétano.

Para visualiza-lo melhor basta clicar na imagem.

Banner sobre tétano

Galera, esse pode ser um dos ultimos posts deste ano do blog, visto que, estamos prestes a entrar de férias. Bem, menos papo e mais trabalho! Aqui está o post que a professora manuella nos dirigiu a fazer. Espero que gostem.

Reino Plantae

Observamos que a vida no Reino Plantae também se originou da água; temos as algas ou talófitas, compostas por um corpo em forma de talo, desprovidas de tecidos especializados, com habitat estritamente aquático. Acredita-se que a plantas se originaram da evolução das clorófitas (algas verdes). Evolutivamente encontramos as briófitas, plantas terrestres porém que necessitam de ambiente úmido e com pouca luz; tanto as talófitas quanto as briófitas são organismos avasculares porque não possuem vasos condutores, por isso também seu reduzido tamanho.

Prosseguindo temos as pteridófitas que em Eras passadas ganharam espaço e conquistaram o direito de ‘crescer’, temos registro de prteridófitas gigantes. A esse crescimento deve-se pelo fato de serem organismos vasculares, na verdade, as primeiras plantas com vasos condutores (xilema e floema).

Porém, devido a outras adapatações as plantas foram evoluindo e modificando-se, estamos falando das fanerógamas, ou seja, plantas com caule, raízes, folhas, sementes, flores(gimnospermas) e frutos (angiospermas).Que por consequência das especializações conseguiram ganhar espaço das petridófitas que por sua vez foram reduzindo de tamanho.

Vimos de forma bem objetiva como se deu a evolução das plantas, porém, é importante observar que para que estes eventos ocorressem foi necessário que elas sofressem mudanças significativas em suas constituições anatomo-fisiológicas.

Para que a evolução ocorresse foi necessário:

A) Desenvolvimento de vasos condutores, que permitiram o transporte de substâncias necessárias à plantas, o que por consequência permitiu que elas crescessem

B) Desenvolvimento de sementes, com o objetivo de proteger o embrião de desidratar e nutrir o mesmo.

C) Desenvolvimento de flores, permitiu uma polinização cruzada, através de agentes polinizadores que conferiram maior variabilidade genética às plantas.

D) estuturas que impediram a perda excessiva de água, cutina e estômatos por exemplo, a cutina impermeabiliza as folhas contra a perda de água e os estômatos controlam as trocas gasosas com o meio ambiente.

As briófitas (musgos, hepáticas e antóceros)

As briófitas são plantas primitivas que não produzem flores, frutos e sementes e também não produzem tecidos vasculares. Por esse motivo são chamadas plantas avasculares ou não-traqueófitas. A ausência do tecido condutor é a grande responsável pelo porte pequeno desses vegetais.

As briófitas são terrestres de ambientes úmidos, sombreados e quentes; algumas espécies vivem em água doce e não ocorrem no mar. No Brasil, um dos ambientes mais favoráveis para o crescimento dessa vegetação é a Mata Atlântica.

Nesses vegetais encontra-se uma nítida alternância de gerações em que o gametófito representa o vegetal verde, complexo e duradouro, enquanto o esporófito é um vegetal simples, transitório e dependente do garnetófito feminino.

Os gametófitos produzem os órgãos reprodutores (gametângios) representados pelos arquegônios e anterídios. Esses gametângios diferem daqueles produzidos pelas algas porque apresentam uma epiderme estéril de revestimento e proteção dos gametas.

Os gametângios femininos são denominados arque- gênios. São estruturas muito pequenas, têm a forma de uma garrafinha, sendo a região do gargalo chamada colo e a região do bojo, ventre.

O colo é preenchido por uma fileira de células colares e o ventre possui duas células: ventral e oosfera. Durante o amadurecimento do arquegônio, as células colares e ventral transformam-se em substâncias mucilaginosas, restando, no interior do ventre, a oosfera (gameta feminino).

Esquema do arquegônio, visto ao microscópio.

Os gametângios masculinos são denominados anterídios. São órgãos claviformes ou esféricos. Externamente, observa-se a epiderme, que envolve e protege um tecido formado por células diminutas, os andrócitos. Cada andrócito sofre uma metamorfose, originando uma célula espiralada e biflagelada denominada anterozóide (gameta masculino).

Para a fecundação, é indispensável a presença de água da chuva. Os anterídios liquefazem a sua epiderme, pondo em liberdade os anterozóides, que nadam, na água, com auxílio dos flagelos. Os anterozóides são atraídos para o arquegônio graças às substâncias químicas produzidas pelo órgão reprodutor feminino, sendo o fenômeno conhecido por quimiotactismo. Um anterozóide une-se, no ventre do arquegônio, com a oosfera, originando a célulaovo ou zigoto. Ocorrida a fecundação, o zigoto desenvolve- se sobre o gametófito feminino, formando o esporófito. Este geralmente possui uma haste (seta), que suporta no ápice uma região dilatada conhecida por cápsula (esporângio). No interior da cápsula ocorre meiose para a formação dos esporos. Os esporos são todos iguais, motivo pelo qual essas plantas são isosporadas.

Nos musgos, a germinação dos esporos leva à formação de filamentos verdes, ramificados, com septos inclinados, denominados protonemas. Os protonemas formam espécies de “gemas”, que crescem para a formação de gametófitos. Cada protonema é capaz de produzir muitos gametófitos.

Nas hepáticas, o gametófito pode reproduzir-se assexuadamente, formando propágulos. Estes representam espécies de brotos, formados no interior de umas chamadas conceptáculos. Cada propágulo é capaz de dar origem a um novo gametófito.

Quanto à classificação, as briófitas podem ser subdivididas em três grupos: Musci, Hepaticae e Anthocerotae.

Musci (musgos)

Os representantes desse grupo são os musgos, os vegetais mais conhecidos entre todas as briófitas. A planta conhecida por musgo é o gametófito organizado em rizóides, caule e folhas. Os maiores musgos chegam a atingir 20cm de comprimento, como ocorre com os musgos do gênero Polytrichum. Os musgos sempre ocorrem em grupos, que cobrem o solo, rochas, muros etc. Muitas espécies resistem ao dessecamento temporário e outras ainda suportam longos períodos de seca.

Aspecto do gametófito e do esporófito de um musgo.

O ciclo de vida de um musgo obedece ao seguinte esquema:

Ciclo reprodutor de um musgo.

Hepaticae (hepáticas)

As hepáticas são vegetais que vivem em ambientes de muita umidade ou em água doce. O gametófito é taloso, prostrado e provido de rizóides na face interior. Um dos gêneros mais conhecidos é o Marchantia.

As plantas do gênero Marchantia vivem em solo ou rochas úmidas. O talo é lobado e ramificado dicotomicamente, apresentando estômatos primitivos na superfície superior. Os talos formam conceptáculos onde se desenvolvem os propágulos encarregados da reprodução assexuada do gametófito. Os arquegônios e anterídios formam-se em ramos especiais chamados, respectivamente, de arquegonióforos e anteridióforos.

Os arquegonióforos são facilmente reconhecidos porque produzem um chapéu provido de expansões que lembram dedos da mão. Os anteridióforos formam chapéus pouco recortados. Os esporófitos aparecem pendurados no chapéu feminino e podem ser divididos em pé, seta ou haste e cápsula. A cápsula produz, por meiose, esporos iguais.

Anthocerotae (antóceros)

São plantas do gênero Anthoceros. O gametófito é taloso prostrado contra o solo úmido, onde se fixa através de rizóides.

Importância das briófitas

  • Decompõem as rochas sobre as quais se desenvolvem.
  • Absorvem, como verdadeiras esponjas, grandes quantidades de água das chuvas, mantendo a superfície do solo úmida.
  • Formam a turfa utilizada como combustível.

Pteridófitas

  • As pteridófitas foram as primeiras plantas vasculares na Terra (traqueófitas), ou seja, possuem vasos condutores de seiva (substância nutriente), o que permitiu que esse tipo de planta tivesse maior porte, e podem ser divididas em 4 filos: psilophyta, lycophyta, sphenophyta e pterophyta (as quais pertencem as samambaias).

As pteridófitas não possuem sementes, reproduzindo-se por alternância de gerações sendo a fase esporófita a sua mais desenvolvida (com raiz caule e folhas), diferentemente das briófitas. Seus gametas masculinos (anterozóides) são flagelados, o que faz a planta depender de ambientes terrestres úmidos para a sua reprodução, já que eles nadam para chegar aos arquegônios (gametas femininos da planta, que já possuíam a oosfera) para ocorrer a fecundação. Apesar disso, não é impossível encontrar espécies em ambientes como a caatinga nordestina.
Seu caule (rizoma) é geralmente subterrâneo, e as samambaias e avencas por exemplo, podem viver hospedando-se em outras plantas como o dendezeiro por exemplo, sendo aquelas suas comensais (não a prejudicam).
No mundo, estima-se que existam desde 9,000 à 12,000 espécies de pteridófitas, sendo que  3,250 delas estão na América do Sul, e destas, 30% estão no Brasil.

Reprodução:

As pteridófitas, como as briófitas, não possuem sementes e se reproduzem por meio de um ciclo que apresenta uma fase assexuada e outra sexuada (alternância de gerações), mas a sua fase mais desenvolvida é a esporófita, com raiz caule e folhas.
Em certas épocas, na superfície inferior das folhas da samambaia, por exemplo, formam-se pontos escuros chamados de soros, onde se produzem os esporos (fase esporófita).

Quando os esporos amadurecem, os soros abrem-se, deixando-os cair no solo úmido; cada esporo, então, germinará e dará origem ao protalo. O protalo é uma planta sexuada, em forma de coração, produtora de gametas (fase gametófita).

No protalo, formam-se os anterozóides e os arquegônios. Os anterozóides, deslocando-se em água, nada em direção à oosfera, fecundando-a. Surge, então, o zigoto, que se desenvolve, transformando-se em uma nova samambaia que, quando adulta, iniciará um novo ciclo para a sua reprodução.

Já que o gameta masculino da planta, o anterozóide, é flagelado, as pteridófitas dependem de ambientes terrestres úmidos para se reproduzirem, mas não é impossível de se encontrar espécies que vivem na caatinga nordestina por exemplo.

Gimnospermas

Denominamos Gimnospermas a diversos grupos de plantas que tiveram o seu apogeu durante o baixo e médio Mesozóico (Triássico e Jurássico), e presentemente representadas por apenas 820 espécies viventes, em cerca de 80 gêneros.

São plantas que formam sementes nuas, isto é, não encerradas em ovários. Os óvulos formam-se sobre megasporofilos ou estruturas análogas, isoladamente ou em grupos. Cada megasporângio geralmente se acha protegido por um envoltório ou tegumento que deixa no ápice uma abertura, a micrópila; freqüentemente os microsporângios e os megasporângios estão reunidos em estróbilos. A polinização é feita pelo vento ou por insetos pouco especializados (besouros), daí a grande quantidade de grãos de pólen formados. Uma das diferenças fundamentais entre Gimnospermas e Angiospermas é a ausência de endosperma na semente das primeiras. Com exceção das Gnetophyta, elas não apresentam elementos de vaso no lenho secundário, sendo este formado exclusivamente por traqueídes e possuem comumente canais resiniferos.

Cronquist (1971) considerou as gimnospermas compondo um só táxon, a Divisão Pinophyta, mas nas últimas décadas foram-se acumulando evidências de que as plantas tradicionalmente aí incluídas não formam um grupo monofilético. Assim, adotaremos aqui a proposta de Gifford e Foster (1989) e de Mauseth (1995), que tratam as gimnospermas como 7 filos:

1. Divisão Progymnospermophyta (fósseis da era Paleozóica).

2. Divisão Pteridosperniophyta (fósseis do Carbonífero ao Cretáceo).

3. Divisão Cycadeoidophyta (= Bennettitales) (fósseis do Triássico ao Cretáceo).

4. Divisão Cycadophyta (do Permiano ao Recente).

5. Divisão Ginkgophyta (do Triássico, chegando ao Recente apenas com uma espécie, Ginkgo biloba).

6. Divisão Coniferophyta ou Pinophyta (do Carbonífero Superior ao Recente).

7. Divisão Gnetophyta (do Permiano ao Recente).


Ciclo de Vida

Para o ciclo de desenvolvimento das gimnospermas, nossos exemplos serão a classe Coniferae, muito representada na Europa Central e, concretamente, os pinheiros (Pinus). Em Pinus sylvestris, as folhas aciculares encontram-se nos extremos dos ramos. Sempre aos pares, sobre um curto pecíolo, sua base está rodeada, inicialmente, por uma bainha branco-prateada. Esta bainha é formada por 5 ou 7 catáfilos membranosos. Ao final, estes desaparecem, deixando apenas alguns restos. O conjunto todo é um braquiblasto. Forma-se este sobre macroblastos mais poderosos, na axila de pequenos catáfilos escamiformes pardo-avermelhados. O sistema de ramificação dos pinheiros, portanto, está dividido em macroblastos e braquiblastos. Os grupos estrobiliformies de microsporofilos também são braquiblastos. Aparecem em grande número na base dos macroblastos mais jovens. Estes são formados por numerosos microsporofilos, ordenados heicoidalmente. No começo, estão rodeados, geralmente, por 3 folhas escamiformes, situadas na sua base. Os microsporofilos possuem, na parte inferior, dois microsporângios concrescentes, os sacos polínicos. Nas espermatófitas. os microsporófilos são denominados estames. Os sacos polínicos apresentam um tapete periplasmodial. No momento da maturidade, abrem-se, longitudinalmente, devido à força de coesão produzida no exotécio de estrutura parecida ao de Selaginella. Nos grãos de pólen, a mais externa das 3 camadas de exina está abaulada em dois lugares. Forma sacos aéreos vesiculosos que diminuem a velocidade de queda dos grãos de pólen.

A determinação morfológica das pinhas femininas já deu lugar a muitas discussões. Atualmente, a questão já foi solucionada. As pinhas femininas ocupam o lugar de macroblastos. Neles e nas axilas de ‘escamas tectrizes” estéreis ou melhor, deslocadas para a parte superior destas e fusionadas com as mesmas —, assentam os braquiblastos reduzidos a só uma folha escamiforme: a escama seminífera. As escamas seminíferas têm, na sua base, 2 primórdios seminais com tegumentos. Estes se estruturam em foma de pinças. Cada escama seminífera corresponde, assim, ao resto de um grupo de megasporofílos ou de uma flor feminina. Isto é, a pinha feminina é uma inflorescência. Pode ser comparada ao conjunto de flores masculinas situadas na base de um macroblasto. Reforça esta interpretação o fato de que as Voltziales (extintas; Carbonífero Superior ao Jurássico) possuíam braquiblastos em lugar de escamas seminíferas. Eles tinham várias folhas estéreis e uma ou várias seminíferas, como, por exemplo, Lebachia (= Walchia, L. piniformis, de Rotliegende).

No interior do primórdio seminal, dentro do megasporângio do nucelo, tem lugar o desenvolvimento do único macrósporo (célula do saco embrionário). Surge ai o gametófito feminino que, nas espermatófitas, é denominado saco embrionário. O saco embrionário das gimnospermas à exceção de Gnetatae — representa um megaprótalo pluricelular. Possui vários arquegônios, inicialmente desenvolve-se por divisões nucleares livres. Os arquegônios das coníferas possuem, geralmente, de 4 a 8 células parietais do colo (só 2 em Cycadatae e Ginkgo). Nas pináceas, inclusive, têm uma célula do canal central. O tamanho das oosferas é considerável.

O vento transporta os grãos de pólen, produzidos em grande número (‘chuva de enxofre”, durante a época de floração das coníferas). O desenvolvimento do gametófito masculino (microprótalo) começa no grão de pólen mesmo antes da polinização. Primeiro, separam-se duas células lenticulares do prótalo que desaparecem precocemente. A célula restante divide-se em: 1) uma grande célula vegetativa (célula do tubo polinico); 2) uma célula menor, generativa (célula anteridial), rodeada pela primeira. Da segunda, desenvolve-se uma anterídio reduzido. A célula vegetativa cresce para dar lugar ao tubo polínico, depois da polinização. Neste ponto a célula anteridial divide-se em uma célula pedicular (deslocadora) e outra espematógena. Finalmente esta dá lugar a 2 células espermáticas, transportadas até um dos arquegônios pelo tubo polínico. Só uma das células espermáticas toma parte na fecundação, a outra desaparece.

Nas gimnospermas, o desenvolvimento do embrião a partir da oosfera fecundada passa pela formação de um proembrião. Nelas, isto ocorre mais ainda do que nas angiosperinas. Em Pinus (e, geralmente, nas coníferas), o núcleo do zigoto divide-se, primeiro, em 4 núcleos-filhos. Eles emigram para o extremo inferior do zigoto, dispondo-se ali num plano perpendicular ao eixo do zigoto. Através de divisões nucleares posteriores, com a consequente formação de paredes, formam-se 4 pavimentos, com 4 células cada um. As 4 células superiores ficam abertas, frente ao plasma do zigoto. As células do pavimento seguinte formam uma grossa parede. As do terceiro pavimento convertem-se no embrióforo (suspensor). Empurram então as células do pavimento inferior dentro do tecido do prótalo. Estas últimas células contribuem no alongamento do suspensor, pela sua reprodução. Finalmente, a série de células do suspensor, junto com as células do pavimento inferior, separam-se umas das outras. As células do pavimento inferior ficam dispostas nos extremos das 4 séries. Em cada uma delas se produz um embrião, Isto quer dizer que, de cada zigoto, podem-se formar 4 embriões genotipicamente iguais. Mas só um deles se desenvolve completamente, crescendo, de inicio, pela atividade de uma célula apical trilateral. No desenvolvimento dos órgãos fundamentais, o embrião forma um número variável de cotilédones (de 2 a 18). O embrião está afundado no tecido do prótala Este serve como tecido de nutrição (endosperma primário). O tegumento converte-se na cobertura da semente. A semente é desprendida junto com uma asa que se separa, do lado superior, da escama seminífera.


Pteridospermophyta ( Cycadofilices, pteridospermas)

Estas plantas apareceram já no Devoniano Superior. Alcançaram grande desenvolvimento durante o Carbonífero e o Permiano, extinguindo-se no Jurássico. Possuíam frondes semelhantes às das pteridófitas. Seu aspecto lembrava muito os fetos arborescentes. Apresentavam crescimento secundário em espessura. Podemos supor que as suas raízes eram do tipo alorriza. Estas também tinham capacidade de crescimento secundário em grossura. Os microsporângios, agrupados em sinângios, e os primórdios seminais (ou macrossoros) estavam sobre as pínulas de esporotrofilos muito divididos, parecidos aos trofofilos, e que ainda não estavam agrupados em flores. As séries formais (= séries de progressão?) dos macróssoros, ou primórdios seminais, fazem supor uma transformação paulatina dos megasporângios periféricos, estéreis, em tegumentos. Os primórdios seminais estavam, muitas vezes, rodeados por uma cúpula (2º tegumento?). Por exemplo, no gênero Lyginopteris, do Carbonífero Médio a Superior. Tratava-se, provavelmente, de uma planta trepadora. Possuía pequenos caules, de até 4 centímetros de grossura, onde a semente separava-se, possivelmente, da cúpula. A fecundação ocorria, sem dúvida, por espermatozóides. No grupo das pteridospermas podem ser acrescentadas as Glossopteridaceae. São estas o elemento mais importante da flora de Godwana (flora-Glossopteris). Dominante no Hemisfério Meridional, no período Permocarbonífero até o Jurássico, caracterizam-se por folhas indivisas e lingüiformes. Nas Caytoniales, os grãos de pólen eram providos de sacos aéreos. É provável que as Cycadatae e as Bennettitatae fósseis sejam muito afins das Pteridospermae.


Cycadeoidophyta (=Bennettitatae)

Estas gimnospermas, parecidas com as cicadatas, viveram deste o Triássico até o Cretáceo. Possuíam, em alguns casos, flores hermafroditas com perianto, estames plumosos e um gineceu de estrutura complicada. Esta estrutura pode dar a entender que os estames (admitindo que estes se alternavam, com escamas interseminais estéreis) estavam reduzidos a um primórdio seminal pedicelado Supõe-se que houvesse polinização por coleópteros e fecundação por espermatozóides. As plântulas possuíam 2 cotilédones.


Corditatae

As cordaitatas eram árvores esbeltas, de até 30 m de altura, com copa muito ramificada. Suas folhas eram pequenas ou grandes (até 1 m), lanceoladas ou compridas, dicótomo-paralelinérveas. Possuíam um intenso crescimento secundário em grossura, viveram do Devoniano Superior até o Permiando. Formaram grandes bosques durante o Carbonífero. As flores estrobiliformes, masculinas e femininas. Estavam unidas em inflorescências amentáceas com sexos separados. Além de estames e carpelos, as flores possuíam, na sua base, numerosas escamas estéreis. Os estames apresentavam, no ápice, grupos de 6 a 8 sacos polínicos. Os carpelos tinham de 1 a 2 primórdios seminais terminais com uma câmara polínica (fecundação por espermatozóides provavelmente). Os grãos de pólen estavam, quase que por inteiro, rodeados por um saco aéreo. É provável que as Corditatae fossem estreitamente aparentadas com a classe seguinte.


Cyacadophytas (Cicadácias)

As cicadácias são conhecidas desde o Triássico. Aparecem, ainda hoje, como “fósseis vivos” numa área descontínua, tropical e subtropical. O gênero Cycas (Cycadaceae) está distribuído desde Madagascar até o Japão e Polinésia: Stangeria (Stangeriaceae) e Encephalartos (Zamiaceae), na África; a maioria de Zamiaceae com Dioon, Microcycas, Ceratozamia, e Zamia, na Améica tropical e subtropical; e, junto com Lepidozamia. Macrozomia e Bowenia, na Austrália. O aspecto destas plantas lembra as palmeiras: troncos geralmente não ramificados curtos e um pouco afundados no solo, com frondes tipo penacho, grandes, simplesmente pinadas, cujos ápices estão enrolados como fetos, na fase de gema. As folhas vegetativas alternam periodicaniente com catáfilos.

No tronco a medula e o córtex estão intensamente desenvolvidos O crescimento dos feixes condutores colaterais provocado pelo câmbio, reduzido. Mas, em muitos gêneros aparecem outros anéis concêntricos de feixes, no córtex. Comunicam-se entre si e com o primeiro anel de feixes, fenômeno já comparado à estrutura do tronco, das Medullosaceoe, na família das ptetidospermas. No córtex e na medula, mas também nas demais partes da planta, existem canais de mucilagem. Da medula de algumas cicadáceas, rica em amido, obtêm-se a fécula denominada sagu.

As cicadácias são plantas dióicas. Os estames e os carpelos estão ordenados em “inflorescencias” estrobiliformes. Só os grupos de carpelos de Cycas são uma exceção; podem ser considerados o princípio da formação de flores. De vez em quando, o ponto vegetativo do tronco forma, aqui, um carpelo em lugar de folhas vegetativas. Mas logo volta a formar estas últimas. Os carpelos são cobertos densamente por uma penugem pardo-amarelada. Mostram-se claramente homólogos às folhas vegetativas pela forma e, principalmente, pelo seu ápice freqüentemente penado. Nos carpelos dos demais gêneros, agrupados em estróbilos, a parte terminal involuciona. O número de primórdios seminais marginais fica reduzido a 2. Também estes estróbilos florais formam-se de maneira terminal no ápice caulinar. Mas são deslocados, para o lado, por um ponto vegetativo axilar. Este continua, de modo simpódico, o crescimento do caule.

Pode-se deduzir que o tegumento grosso dos primórdios seminais formou-se da concrescência de dois tegumentos: era abastecido por dois sistemas de feixes condutores. No nucelo aparece, por baixo da micrópila, devido à destruição de tecidos, da câmara polínica. O megaprótalo muito desenvolvido, ou seja, o saco embrionário, forma vários arquegônios com 2 células parietais do colo. Forma também uma oosfera de até 6 milímetros de tamanho. Os arquegônios desembocam na câmera arquegonial, formada por afundamento do protalo. Os estames (microsporófilos) levam, na parte inferior, um grande número de sacos polínicos (microsporângios) De paredes grossas, eles formam grupos de 2 ou 3 e se abrem, por meio de um exotécio. Os grãos de pólen desenvolvem-se, dentro dos sacos polínicos, até a fase de 3 células. Isto é, além de uma célula de protalo, formam a anteridial e a vegetativa (célula do tubo polínico) do microprotalo.

Na época da polinização aparece, pela micrópila, uma gotinha de líquido (gota polinizante). Ela retém os grãos de pólen transportados pelo vento ou, algumas vezes, por insetos (coleópteros). Ao secar a gota polinizadora. os grãos de pólen são arrastados para a câmara polínica. Ai germinam penetrando, como um tubo, no tecido nucelar. Enquanto isso, a câmara polínica e a câmara arquegonial unem-se por dissolução do tecido nucelar. A célula anteridial do microprotalo divide-se em pedicular e espermatógena. Esta, por sua vez, divide-se em duas células espermáticas. A partir destas, desenvolvem-se espermatozóides móveis (em Mycrocycas, grande número deles), muito grandes. Medem até 0,3 mm, de diâmetro, são os maiores, dos reino vegetal e animal. Têm uma banda de cílios, enrolada helicoidalmente. Os espermatozóides são liberados após a ruptura da intina. Nadam, então, ativamente; para o arquegônio. Penetram nele, após soltar o invólucro de plasma e a banda de cílios. Aqui o tubo polínico não serve, portanto, para o transporte de células espermáticas imóveis ou amebóides. Serve apenas para fixar o microprotalo ao tecido do nucela Aqui também se desenvolve, a partir do zigoto primeiro, um proembrião. O tecido do megaprotalo serve de tecido de nutrição. O tegumento transforma-se numa cobertura seminal, externamente carnosa (sarcotesta).

Angiospermas

Atualmente são conhecidas cerca de 350 mil espécies de plantas – desse total, mais de 250 mil são angiospermas.

A palavra angiosperma vem do grego angeios, que significa ‘bolsa’, e sperma, ‘semente’. Essas plantas representam o grupo mais variado em número de espécies entre os componentes do reino Plantae ou Metaphyta.

Flores e frutos: aquisições evolutivas

As angiospermas produzem raiz, caule, folha, flor, semente e fruto. Considerando essas estruturas, perceba que, em relação às gimnospermas, as angiospermas apresentam duas “novidades”: as flores e os frutos.

A flor e o fruto do maracujá

As flores podem ser vistosas tanto pelo colorido quanto pela forma; muitas vezes também exalam odor agradável e produzem um líquido açucarado – o néctar – que serve de alimento para as abelhas e outros animais. Há também flores que não têm peças coloridas, não são perfumadas e nem produzem néctar.

Coloridas e perfumadas ou não, é das flores que as angiospermas produzem sementes e frutos.

As partes da flor

Os órgãos de suporte – órgãos que sustentam a flor, tais como:

  • pedúnculo – liga a flor ao resto do ramo.
  • receptáculo – dilatação na zona terminal do pedúnculo, onde se inserem as restantes peças florais.

Órgãos de proteção

Órgãos que envolvem as peças reprodutoras propriamente ditas, protegendo-as e ajudando a atrair animais polinizadores. O conjunto dos órgãos de proteção designa-se perianto. Uma flor sem perianto diz-se nua.

  • cálice – conjunto de sépalas, as peças florais mais parecidas com folhas, pois geralmente são verdes. A sua função é proteger a flor quando em botão. A flor sem sépalas diz-se assépala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (tépalas), e for semelhante a sépalas diz-se sepalóide. Neste caso diz-se que o perianto é indiferenciado.
  • corola – conjunto de pétalas, peças florais geralmente coloridas e perfumadas, com glândulas produtoras de néctar na sua base, para atrair animais. A flor sem pétalas diz-se apétala. Se todo o perianto for igual (tépalas), e for semelhante a pétalas diz-se petalóide. Também neste caso, o perianto se designa indiferenciado.
Órgãos de reproduçãofolhas férteis modificadas, localizadas mais ao centro da flor e designadas esporófilos. As folhas férteis masculinas formam o anel mais externo e as folhas férteis femininas o interno.

  • androceu – parte masculina da flor, é o conjunto dos estames. Os estames são folhas modificadas, ou esporófilos, pois sustentam esporângios. São constituídas por um filete (corresponde ao pecíolo da folha) e pela antera (corresponde ao limbo da folha);
  • gineceu – parte feminina da flor, é o conjunto de carpelos. Cada carpelo, ou esporófilo feminino, é constituído por uma zona alargada oca inferior designada ovário, local que contém óvulos. Após a fecundação, as paredes do ovário formam o fruto. O carpelo prolonga-se por uma zona estreita, o estilete, e termina numa zona alargada que recebe os grãos de pólen, designada estigma. Geralmente o estigma é mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopolinização.

Os frutos contêm e protegem as sementes e auxiliam na dispersão na natureza. Muitas vezes eles são coloridos, suculentos e atraem animais diversos, que os utiliza como alimento. As sementes engolidas pelos animais costumam atravessar o tubo digestivo intactas e são eliminadas no ambiente com as fezes, em geral em locais distantes da planta-mãe, pelo vento, por exemplo. Isso favorece a espécie na conquista de novos territórios.

 

Os dois grandes grupos de angiospermas

As angiospermas foram subdivididas em duas classes: as monocotiledôneas e as dicotiledôneas.

São exemplos de angiospermas monocotiledôneas: capim, cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo, aveias, cevada, bambu, centeio, lírio, alho, cebola, banana, bromélias e orquídeas.

São exemplos de angiospermas dicotiledôneas: feijão, amendoim, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico, pau-brasil, ipê, peroba, mogno, cerejeira, abacateiro, acerola, roseira, morango, pereira, macieira, algodoeiro, café, jenipapo, girassol e margarida.

Monocotiledôneas e dicotiledôneas: algumas diferenças

Entre as angiospermas, verificam-se dois tipos básicos de raízes: fasciculadas e pivotantes.

Raízes fasciculadas – Também chamadas raízes em cabeleira, elas formam numa planta um conjunto de raízes finas que têm origem num único ponto. Não se percebe nesse conjunto de raízes uma raiz nitidamente mais desenvolvida que as demais: todas elas têm mais ou menos o mesmo grau de desenvolvimento. As raízes fasciculadas ocorrem nas monocotiledôneas.

Raízes pivotantes – Também chamadas raízes axiais, elas formam na planta uma raiz principal, geralmente maior que as demais e que penetra verticalmente no solo; da raiz principal partem raízes laterais, que também se ramificam. As raízes pivotantes ocorrem nas dicotiledôneas.

Raiz fasciculada e pivotante, respectivamente.

Em geral, nas angiospermas verificam-se dois tipos básicos de folhas: paralelinérvea e reticulada.

 
Folhas paralelinérveas – São comuns nas angiospermas monocotiledôneas. As nervuras se apresentam mais ou menos paralelas entre si. Folhas reticuladas – Costumam ocorrer nas angiospermas dicotiledôneas. As nervuras se ramificam, formando uma espécie de rede.

Existem outras diferenças entre monocotiledôneas e dicotiledôneas, mas vamos destacar apenas a responsável pela denominação dos dois grupos.

O embrião da semente de angiosperma contém uma estrutura chamada cotilédone. O cotilédone é uma folha modificada, associada a nutrição das células embrionárias que poderão gerar uma nova planta.

  • Sementes de monocotiledôneas. Nesse tipo de semente, como a do milho, existe um único cotilédone; daí o nome desse grupo de plantas ser monocotiledôneas (do grego mónos: ‘um’, ‘único’). As substâncias que nutrem o embrião ficam armazenadas numa região denominada endosperma. O cotilédone transfere nutrientes para as células embrionárias em desenvolvimento.
  • Sementes de dicotiledôneas. Nesse tipo de semente, como o feijão, existem dois cotilédones – o que justifica o nome do grupo, dicotiledôneas (do grego dís: ‘dois’). O endosperma geralmente não se desenvolve nas sementes de dicotiledôneas; os dois cotilédones, então armazenam as substâncias necessárias para o desenvolvimento do embrião.

 

Resumo: Monocotiledôneas vs Dicotiledôneas

MONOCOTILEDÔNEAS

DICOTILEDÔNEAS

raiz

fasciculada (“cabeleira”)

pivotante ou axial (principal)

caule

em geral, sem crescimento em espessura (colmo, rizoma, bulbo)

em geral, com crescimento em espessura (tronco)

distribuição de vasos no caule

feixes líbero-lenhosos “espalhados”(distribuição atactostélica = irregular)

feixes líbero-lenhosos dispostos em círculo (distribuição eustélica = regular)

folha

invaginante: bainha desenvolvida; uninérvia ou paralelinérvia.

peciolada: bainha reduzida; pecíolo; nervuras reticuladas ou peninérvias.

Flor

trímera (3 elementos ou múltiplos)

dímera, tetrâmera ou pentâmera

embrião

um cotilédone

2 cotilédones

exemplos

bambu; cana-de-açúcar; grama; milho; arroz; cebola; gengibre; coco; palmeiras.

eucalipto; abacate; morango; maçã; pera; feijão; ervilha; mamona; jacarandá; batata.

Pessoal, um grande abraço e até o próximo post.

Bem, o trabalho dessa semana foi: criar uma história em quadrinhos, na qual, fosse explicado o ciclo de vida de algum protozoário.
Nossa intenção foi fazer algo que desenhássemos, mesmo que esse esteja longe de ser o nosso forte(risos). Pedimos perdão pelo atraso. O cabeamento do bairro do integrante que estava com o material foi roubado, fazendo com que ele ficasse impossibilitado de entrar na internet.
Obs.: Para que seja possível uma melhor leitura da imagem, clique na mesma, uma página só com a história aparecerá, clique novamente e será dado um zoom. Feito isso, é só ler.

Aqui vai a história:

TERROR EM QUADRINHOS!

Bem gente, ficou longe de ter sido o melhor, mas é isso aí.
Esperamos ter conseguido pelo menos, além do principal objetivo, arrancar alguns sorrisos.
Um grande abraço e até a próxima!

Método de Gram

Hans Christian Joachin Gram foi um importante bacteriologista para a microbiologia. Ele era da Dinamarca e estudou botânica na Universidade de Copenhagen e foi assistente em botânica. Seu interesse por plantas o introduziu as bases da farmacologia e o uso do microscópio. No ano de 1884 em Berlin ele  desenvolveu um método para colorir e distinguir entre duas classes as bactérias. Esse método ficou conhecido como método de Gram e ainda hoje é um procedimento padrão na microbiologia.

Hans Christian Gram

A técnica de Gram ou coloração de Gram é uma técnica de coloração de preparações histológicas para observação ao microscópio óptico, utilizada para corar diferencialmente microorganismos com base na composição química e integridade da sua parede celular. Consoante a cor que adquirem, são classificados em Gram-positivos (roxo) ou Gram-negativos (vermelho). O procedimento é feito da seguinte maneira:

 

1 – Cubra o esfregaço com violeta-de-metila e deixe por aproximadamente 15 segundos;

Materiais para a coloração de Gram

 

2. Adicione igual quantidade de água sobre a lâmina  coberta com violeta-de-metila e deixe agir por mais 45 segundos;

 

3. Escorra o corante e lave em um filete de água corrente; Cubra a lâmina com lugol diluído (1/20) e deixe agir por aproximadamente 1 minuto;

 

4. Escorra o lugol e lave em um filete de água corrente;

 

5. Adicione álcool etílico (99,5º GL) sobre a lâmina; descorando-a, até que não desprenda mais corante;

 

6. Lave em um filete de água corrente;

 

7. Cubra a lâmina com safranina e deixe agir por aproximadamente 30 segundos;

 

8. Lave em um filete de água corrente;

 

9. Deixe secar ao ar livre, ou seque suavemente, com o auxílio de um papel de filtro limpo;

 

10. Coloque uma gota de óleo de imersão sobre o esfregaço;

 

11. Leia em objetiva de imersão (100 X).

 

Diferenças entre bactérias Gram-positivas e Gram-

Negativas

Os dois grupos estão quase iguais no que se refere a número e importância. A diferença básica entre um tipo e outro de bactéria está na sua parede celular.

A parede da célula gram-negativa é constituída por estruturas de múltiplas camadas bastante complexas, que não retêm o corante quando submetidas a solventes nos quais o corante é solúvel, sendo descoloradas e, quando acrescentados outros corantes, adquirem a nova coloração. Já a parede da célula gram-positiva consiste de única camada que retém o corante aplicado, não adquirindo a coloração do segundo corante.
Nas bactérias gram-negativas, a parede celular está composta por uma camada de peptidioglicano e três outros componentes que a envolvem externamente: lipoproteína, membrana externa e lipopolissacarídeo.

Entretanto, as paredes celulares das bactérias gram-positivas e gram-negativas são diferentes. A parede celular da bactéria gram-positiva é espessa, de 10 a 50 mícron, chegando até a 80 mícrons e a da gram-negativa é menos espessa, com 7,5 a 10 mícrons. A membrana citoplasmática adere fortemente ao componente interno da célula bacteriana. A parede celular da bactéria gram-positiva é única e consiste de uma camada espessa, composta quase que completamente por peptidioglicano, responsável pela manutenção da célula e sua rigidez. As múltiplas camadas de peptidioglicano (15 a 50 mícrons) das bactérias gram-positivas constituem uma estrutura extremamente forte em tensão, enquanto nas gram-negativas o peptidioglicano é apenas uma camada espessa e, conseqüentemente, frágil.

parede celular das bactérias gram-positiva

parede celular das bactérias gram-negativa

Como fatores de ataque ou agressão, as células gram-positivas e gram-negativas caracterizam-se por graus diferentes de virulência. As bactérias gram-negativas são constituídas por uma endotoxina, o LPS, que lhes confere a propriedade de patogenicidade, enquanto nas bactérias gram-positivas a exotoxina, composta pelo ácido lipoteinóico, tem como característica principal a aderência.

Como característica específica da célula bacteriana, ao se comparar com a célula humana, observa-se a parede celular que, em conjunto com a membrana citoplasmática, forma o envelope celular das bactérias.
O envelope celular das bactérias gram-negativas quimicamente consiste de 20 a 25% de fosfolipídios e 45 a 50% de proteínas, sendo os 30% restantes de uma lipoproteína, o lipopolissacarídeo.

Outras classificações

Além da classificação pela coloração de Gram ainda a outras, como pelo formato da bactéria.

Veja a seguir algumas imagens de microscopia óptica de alguns tipos de bactérias:

Cocos: bactérias com um formato esférico

cocos

 

diplococos: agrupamento de dois cocos

Diplococos

 

Estafilococos: colônias de cocos que dá um aspecto de cachos de uva

Estafilococos

 

Estreptococos: cocos que ao formar colônias ficam em fila.

Estreptococos

 

Bacilos GRAM Positivos: bacilos que na coloração de Gram ficam arroxado.

Gram-positivo

 

Bacilos GRAM negativos: bacilos que na coloração de Gram ficam avermelhado

Gram-negativo

 

 

Diplobacilos: Colônias de pares de bacilos

Diplobacilos

Estreptobacilos: Colônias de bacilos em fila

Estreptobacilos

 

Humor

 

 

Bibliografia:

 

http://www.fontedosaber.com/biologia/bacterias-gram-positivas-e-gram-negativas.html

http://www.idealdicas.com/qual-a-diferenca-entre-as-bacterias-gram-positivas-e-gram-negativas/

http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9cnica_de_Gram

 

 


Gonorréia

A gonorréia, também chamada de esquentamento ou blenorragia, é uma DST (doenças sexualmente transmissíveis) causada por uma bactéria chamada Neisseria Gonorrheae, que infecta especialmente a uretra, canal que liga a bexiga ao meio externo.

Apesar de ser uma doença relativamente comum ela é transmitida com facilidade e causa vários problemas, como mostraremos neste post.

 

A bactéria

Neisseria Gonorrheae

Neisseria Gonorrheae

 

A Neisseria gonorrhoeae ou gonocono, como é chamado popularmente, é uma bactéria com um formato diplococos medindo cerca de 1 micrometro. São Gram-negativa. Elas gostam de ambientes quentes e úmidos, por isso é comum aparecerem nas partes intimas da pessoa, no olho ou então na garganta, dependendo de como foi a transmissão. Ele costuma infectar principalmente as células cilíndricas da uretra, poupando geralmente a vagina e útero, cujos epitélios são de células escamosas.

O fator mais importante de virulência do gonococo é a existência de pílios e da proteína. Estas estruturas permitem à bactéria permanecer aderente à mucosa do trato urinário, resistindo ao jato da micção.

Gonorréia no olho

Transmissão

Pode haver transmissão da gonorréia durante sexo vaginal, oral ou anal com um parceiro infectado. Se a mulher grávida tiver gonorréia, ela pode transmiti-la ao olho do bebê durante o parto

Sintomas

Em homens os sintomas geralmente aparecem de 2 a 10 dias após a infecção e em alguns raros casos chega a 30 dias. Após isso começa uma sensação de

Secreções

queimação ao urinar; ou uma descamação amarela ou verde no pênis. Algumas vezes homens com gonorréia ficam com testículos doloridos. Se não for tratada, a gonorréia em homens pode ocasionar complicações na próstata, epididimite (inflamação dos testículos) e em raros casos infertilidade.

Nas mulheres os sintomas da gonorréia são geralmente moderados, porém cerca de 70% das infectadas não apresentam sintomas. Os sinais e sintomas iniciais incluem sensação de queimação ao urinar e aumento do escoamento vaginal ou sangramento vaginal entre os períodos menstruais. Mulheres com gonorréia sofrem o risco de desenvolver complicações sérias independentemente da presença ou severidade dos sintomas. Sintomas mais avançados, os quais podem indicar o desenvolvimento de doença inflamatória pélvica que incluem cólicas, dor, sangramento fora do período de menstruação, vômito e febre e também pode causar infertilidade. Mulheres grávidas que passam gonorréia para o os olhos do bebê durante o parto pode causar cegueira, infecção nas articulações e no sangue que pode ameaçar a vida dele.

Prevenção

O melhor jeito de prevenir qualquer DST, inclusive a gonorréia, é usando preservativos, como a camisinha, ou ter uma relação monogâmica de longo prazo com uma pessoa testada e que você saiba não estar infectado. Mulheres grávidas devem consultar um médico para exame apropriado, testes e tratamento se necessário.

Ao aparecimento de qualquer sintoma que possa indicar gonorréia, deve-se parar de ter relações sexuais e procurar um médico imediatamente. Caso a pessoa seja diagnosticada com gonorréia, ela deve informar seus parceiros sexuais recentes para que eles procurem um médico e possam ser tratados.

Tratamento

Variedades resistente de gonorréia estão aumentando em várias partes do mundo e o tratamento está ficando mais difícil. Geralmente o médico prescreve uma dose única para o tratamento da doença. Caso a mulher esteja grávida, ou tiver menos de 18 anos de idade, ela não deve ser tratada com certos tipos de antibióticos. Uma vez que muitas pessoas com gonorréia também têm clamídia, outra doença sexualmente transmissível, antibióticos para ambas são geralmente dados juntos.

Os sintomas costumam parar dois dias depois do inicio do tratamento, mas é importante continuá-lo ate o fim. Embora a medicação interrompa a infecção, não irá reparar qualquer dano permanente ocasionado pela doença. Pessoas que tiveram gonorréia e foram tratadas podem ter a doença de novo se tiverem contato com pessoas infectadas. Os médicos recomendam não ter qualquer relação sexua

l no período do tratamento.

Curiosidades

  • Gonorréia é a segunda doença sexualmente transmissível decorrente de bactéria mais comum nos EUA, depois da clamídia.
  • A gonorréia causa infertilidade em cerca de 10% das mulheres atingidas
  • A palavra gonorréia vem do grego e significa derramamento de sêmen.
  • Acredita-se que o mercúrio já foi usado para o tratamento da gonorréia. Fala-se que usavam uma seringa para injetar o mercúrio através do meato urinário.
  • Foram encontradas descrições da doença em escritos do imperador chinês Huang Ti de 2637 AC.

Bibliografia

http://www.copacabanarunners.net/gonorreia.html

http://www.saudeesportiva.com.br/gonorreia.php

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gonorreia

http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3241&ReturnCatID=1802#Quais são os sintomas

http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/2124/gonorreia

http://www.news-medical.net/health/Gonorrhea-History-(Portuguese).aspx


Hepatite.

Atualmente a hepatite é uma doença que todos pelo menos já ouviram falar, mas poucos conseguem explicar exatamente o que é. Esta semana viemos  divulgar o blog do Mauro e da Ana Luiza, http://anaemaurobioifes.wordpress.com/, que fizeram um excelente post sobre as diferentes formas de hepatite, de forma rápida, clara e objetiva. A dupla escreve sobre transmissão, agente etiológico, sintomas, tratamento e profilaxia de cinco das sete formas de hepatite conhecidas (as mais comuns que, vão da A até a E). Além da explicação, o blog ainda traz figuras e mapas mostrando aonde a doença é mais comum além de uma figura com um super resumo. Vale a pena acessar.

"Virus" das Hepatites

Vírus da poliomielite

 

Fizemos este post com o objetivo de informar sobre a história e quanto a parte científica da poliomielite.

  • O vírus da poliomielite e os problemas causados por ele
 A Poliomielite é uma doença viral, causada pelo poliovírus, infecto-contagiosa, que repercutiu em vários problemas à saúde pública mundial, pelo fato de sua rápida propagação pelo corpo do indivíduo. Este vírus, pode ser transmitida direta ou indiretamente pela saliva, tranfusões de sangue, utilização de objetos infectados, de forma que em locais com muitas crianças, como creches, em más condições de higiênie, a probabilidade de transmissão da doença é muito maior, até por isso, é mais simples a doença se espalhar de forma exageradamente rápida em criaças.

-INFECÇÃO DO INDIVÍDUO

Pelo fato do poliovírus ter alta infectividade, a invasão do vírus é extramamente rápida, manifestando logo os sintomas da doença.

-REPERCUSSÃO DA DOENÇA NO ORGANISMO DO HOSPEDEIRO

vítima de poliomielite

A poliomielite costuma atacar a princípio a parte gastro intestinal do indivíduo, causando dores abdominais e diarréia. A partir do momento que o vírus chega ao aos núcleos motores e atinge a parte do sistema nervoso responsável pelo funcionamento da respiração, se tem o estado mais crítico da doença, podendo causar paralisia e atrofiamentos assimétricos, ou seja, um indivíduo pode ter atrofiamento de uma única perna, como vítima de poliomielite na foto ao lado. A doença em seu estágio mais avançado pode causar quadros irreversíveis ao indivíduo, mas se diagnosticada logo no princípio da doença, pode haver a reparação total dos danos causados pelo poliovírus.

  • Desde quando existe essa doença? Quando ela foi descoberta?

A poliomielite, mais conhecida no Brasil como “paralisia infantil”, existente no mundo desde o tempo da Pré-história. A imagem abaixo mostra um homem com uma das pernas atrofiadas. É um registro de poliomielite no Egito Antigo, claro que, ainda não conhecida como tal. Apesar de sua existência, ela só foi reconhecida em 1840 por Jacob Heine, quando escreveu um texto caracterizando-a, e Karl Medin, que foi um dos primeiros a estudar a doença, ambos, médicos alemães. Sendo assim, a poliomielite inicialmente era chamada de doença de Heine-Medin

Registro de poliomielite no Egito antigo
  • O isolamento da doença, sua propagação e a criação de vacinas

Mesmo com o registro da doença, o vírus só foi isolado em 1908, em Viena, pela primeira vez. A poliomielite teve casos graves de propagação no Brasil, mas só houve descrição do primeiro surto em 1911 por Fernandes Figueira, diretor da Policlínica de Crianças e pediatra do Hospício Nacional de Alienados. Em 1917, houve mais uma descrição de surto da doença, porém, agora no estado de São Paulo. A partir daí, passam a ser descritos vários casos destes de poliomielite em um curto espaço de tempo. Com isso, no ano de 1953, várias cidades brasileiras estavam tendo problemas com casos epidemicos da doença e, pelo estrago à saude causado ao indivíduo infectado, nessa época o estado era considerado grave. Jonas Salk, junto com colaboradores, cria, através de pesquisas, uma vacina com o vírus inativo, sendo testada em longa escala a partir de 1954. Em 1960 entrou em cena uma vacina criada por Albert Sabin, com o vírus atenuado, tendo a vantagem de ser dosada oralmente.

  • A luta contra a poliomielite no mundo todo

A poliomielite assolou o mundo inteiro, mas com o surgimento da vacina, criou-se uma grande espectativa quanto à erradicação da doença. Houveram casos de negligencia, das autoridades, quanto à situação epidemica em alguns países, o Brasil foi um destes. A vacina contra a poliomielite foi passando a ser adotada de forma lenta pelos países do mundo todo. No Brasil, as vacinações iniciaram no ano de 1961, com o uso das “gotinhas” de Sabin, porém, a princípio, não foi possível abranger todo o Brasil. A primeira tentativa organizada nacionalmente no brasil foi o Plano Nacional de Controle da Poliomielite, em 1971, durando até 1974, quando essa estratégia foi abandonada, voltando à vacinação pouco abrangente. Em 1980, diante da situação alarmante por causa da polio, foram criados os dias nacionais de vacinação, que eram dois por ano, onde se tinha como objetivo vacinar toda a população brasileira em um unico dia. Instituições mundiais passaram a trabalhar em favor da ploriferação da vacina. Com isso criou-se o objetivo de erradicar de vez a poliomielite do mundo. Nas américas isso só foi possível no ano de 1994, na região ocidental do pacífico em 2000 e na Europa em 2002, mas até os dias de hoje  a doença continua trazendo problemas para a região da África e da Ásia. Na Nigéria, vários líderes religiosos acusaram a vacina contra a pólio de causar infertilidade e transmitir o vírus da aids, o que levou a um retrocesso nas campanhas, além de aumentar muito o caso de exportação da doença. Até hoje há a luta contra a poliomielite.

  • Prevenção da doença

No mundo todo, o poliovírus causou epidemias, mortes e sequelas irreparáveis. A doença foi erradicada das  américas, da Europa, mas ainda continua a assolar algumas nações africanas e asiáticas. Na Nigéria por exemplo a doença persiste de forma ascendente, por preconceito sobre as vacinas. Sendo assim, o número de exportações da doença é grante, principalmente nos países destas regiões, trazendo o risco de haver casos da doença no Brasil novamente.
A luta contra a poliomielite não foi vencida ainda; há ainda em todo mundo campanha de vacinação, inclusive no Brasil com a criação dos dias nacionais de vacinação. É necessário que as crianças tomem doses ao segundo, quarto e sexto mês de vida, de seis a doze meses depois da terceira dose, um reforço da vacina e outra aos cinco anos de idade. Como medidas profiláticas tem-se o saneamento base, já que o vírus pode ser transmitida também pelas fezes, adotando medidas básicas de higiêne e utilizando materiais esterilizados e descartáveis, para que pós uso esse seja logo eliminado.

  • Síndrome pós-poliomielite. Cuidado!

 

  • EXTREMAMENTE IMPORTANTE!!!!

Apesar da vacina de Sabin ter sido tão importante, ajudando a erradicar o poliovírus no mundo, há restrições quanto a vacinação em determinados indivíduos. Pessoas imunodeficientes não podem toamar a vacina do vírus atenuado, já que, podem expelir o vírus pelas fezes durante um período ainda de 60 dias após a vacina, causando o risco de contaminar outras pessoas, nesse caso, tendo adiquirido a doença e podendo ter quadro irreversível devido a infecção por parte dos vírus.
Poliomielite é coisa séria, e é tratável. Caso algum individuo tiver dores abdominais, diarréia, aliados a rigidez da nuca ou ainda pior, dificuldades respiratórias ou paralisias permanentes, deve-se urgente procurar ajuda médica, para que haja uma examinação rigorosa, com o objetivo de identificar o vírus e isolá-lo, e assim, caso haja mesmo a infecção possa se tratar desta doença, além de ser logo comunicado à autoridades da área da saúde, que irão trabalhar para evitar o contagio da doença em outras pessoas. 

  

  VAMOS FAZER A NOSSA PARTE PARA ERRADICARMOS DE VEZ A POLIOMIELITE!!!

Questionário sobre vírus

                                                                      

Post dos tópicos sobre vírus:
http://manuellabio2.wordpress.com/2011/02/11/questionario-sobre-virus/

Aqui está apresentada a pesquisa, acerca dos tópicos postados pela professora Manuella em seu blog:

Os vírus são muitos pequenos e simples, formados basicamente por uma cápsula protéica envolvendo o material genético, que pode ser RNA ou DNA, dependendo do tipo de vírus. Há um tipo de vírus que apresenta os dois genomas, chamado de citomegalovírus. Os vírus apresentam rápida capacidade de auto-reprodução e são suscetíveis à mutações. Eles não possuem células e por isso são, obrigatoriamente, seres parasitários celulares, já que só assim podem viver e se reproduzir. Não é muito bem definida a classificação de espécies de vírus, apesar da classificação de Baltimore ser a mais usada, inclusive na classificação de plantas e animais. Ela é baseada no mecanismo de produção de mRNA.

Há, nos vírus, uma pequena quantidade de ácido nucléico envolto por uma cápsula protéica chamada de capsídeo. As proteínas que compõe o capsídeo são específicas para cada tipo de vírus. O capsídeo em conjunto com o ácido nucleico envolvido por ele, recebe o nome de nucleocapsídeo. Alguns vírus são formados apenas por esse conjunto, outros, no entanto, possuem um envoltório ou envelope externo ao este. Tais vírus são denominados vírus encapsulados ou envelopados.

Vírus da gripe

Os vírus são responsáveis por varias doenças humanas, tais como: resfriado comum, gripe, catapora, herpes, ebola, AIDS e gripe aviária. A transmissão das doenças, assim como os mecanismos pelos quais são produzidos, depende da espécie viral. Um exemplo de transmissão é o da gripe, que ocorre através de gotículas de secreção expelidas pelas vias respiratórias, já a catapora por meio de contato aéreo, de uma via respiratória para outra, ou por contato direto com as lesões vesiculares com algum sujeito infectado. Algumas doenças têm hospedeiros intermediários, como a dengue e hidrofobia, outros não, como a gripe e a rubéola. Os vetores podem ser vários seres, como por exemplo o mosquito, que é o agente transmissor da dengue e da febre amarela. Mas os verdadeiros causadores das doenças, são os vírus, o mosquito, citado no exemplo, é somente um hospedeiro intermediário. Pelo fato destes microorganismos serem os responsáveis pela infermidade do indivíduo, eles recebem o nome de agente etiológico.

Endemias, epidemias e até pandemias, foram, ou são, muitas vezes causadas pelos vírus. Quando uma doença é se espalha por somente uma região, porém continuamente, tem-se uma endemia. Exemplo de desse tipo de proliferação de doença é a febre amarela na região da Amazônia. Quando se tem uma epidemia, significa que a doença já se espalhou para outras regiões. No caso da doença se espalhar para outros países e até outros continentes, cria-se uma situação de pandemia.

Bacteriófago

Bacteriófago

Bacteriófago é um tipo de vírus que infecta apenas bactérias. Uma diferença do vírus é que ele não apresenta forma envelopada, tendo apenas o nucleocapsideo. Existem dois tipos de ciclos reprodutores: O ciclo lítico e o ciclo lisogênico. No ciclo lítico, o bacteriófago insere o seu material genético na bactéria, onde as funções normais dela são interrompidas pela presença de ácido nucléico do vírus enquanto é replicado, comandando a síntese das proteínas que comporão o capsídeo. Eles se organizam e envolvem as moléculas de ácido nucléico, são produzidos então novos bacteriófagos. Após este processo ocorre a lise, a célula infectada se rompe e os novos bacteriófagos são liberados. No ciclo lisogênico, o bacteriófago insere seu material genético na bactéria, ou na célula hospedeira, onde o DNA viral incorpora-se ao da célula infectada. Isto é, o genoma viral torna-se parte do material genético da célula infectada. Uma vez infectada, a célula continua suas operações normais, como reprodução e ciclo celular. Durante o processo de divisão celular, o material genético da célula, juntamente com o DNA do vírus, que foi incorporado, sofre duplicação e em seguida são divididos igualmente entre as células-filhas. Assim, uma vez infectada, uma célula começará a transmitir o bacteriófago sempre que passar por mitose e todas as células estarão infectadas também.

Vírus da AIDS

Duas das doenças causadas por vírus que mais preocupam na atualidade são a AIDS e a dengue. A AIDS surgiu no começo da década de 80, e atualmente é uma pandemia. Ela é transmitida através do sangue, do esperma e do muco vaginal contaminados, é uma doença muito grave pelo fato de que os vírus atacam os glóbulos brancos, matando-os e fazendo com que o sistema imunológico da pessoa fique fraco, possibilitando que uma simples doença poça trazer o indivíduo a óbito. Atualmente o melhor tratamento para a AIDS é a prevenção, que se da por meio de relação sexual com preservativo, descartar agulhas e seringas após o uso,  as grávidas fazerem o pré natal para detectar o vírus da AIDS, que em caso positivo para infecção da mãe ela poderá receber um tratamento adequado e, na hora do parto, evitar a transmissão de mãe para filho. Existem vários coquetéis de remédios, os quais são usados para impedir a multiplicação do vírus.

Vírus da dengue

A dengue, transmitida através do mosquito hospedeiro Aedys Aegypti, é um caso de epidemia no Brasil. Existem dois tipos de dengue, a clássica e a hemorrágica, sendo esta a pior, podendo levar a morte. Os sintomas da dengue são bem parecidos com os da gripe comum, como dor de cabeça, febre, perda de apetite, corpo mole e tonturas porém mais agravados, podendo também aparecer manchas na pele, náuseas e dor atrás dos olhos. Na dengue hemorrágica os sintomas começam os mesmos, possuindo tais agravantes: Dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, sangramento pelo nariz, boca e gengivas, confusão mental, sede excessiva ,boca seca e perda de consciência. O melhor método de prevenir a dengue é tentar impedir a reprodução de seu hospedeiro. Ele deposita seus ovos na água parada, por isso o modo mais prático de combater o mosquito é não deixando água parada destampada. O tratamento da dengue requer bastante repouso e a ingestão de muito líquido, como água, sucos naturais ou chá. No tratamento, também são usados medicamentos anti-térmicos que devem recomendados por um médico. É preciso ficar alerta para os quadros mais graves da doença, pois, nesse caso, o paciente precisa ser levado imediatamente ao medico.

A microbiologia estuda os microorganismos, ou seja, organismos somente visíveis, aos olhos humanos, com auxílio de microscópio, tais como as bactérias, fungos, vírus, algas e protozoários. Dentro desta área, há em específico  o estudo da morfologia, fisiologia, metabolismo, genética, a caracterização e identificação destes micoorganismos.

Há divisões nos estudos da microbiologia diacordo com os diferentes tipos de microorganismos, sendo essas:

  • Bacteriologia: Estuda as bactérias.
  • Micologia: Estuda os fungos
  • Ficologia: Estuda as algas
  • Virologia: Estudo de seres acelulares.

Este conceito é bem resumido e direto, tendo como objetivo somente dar uma introdução simples para um fácil entendimento à microbiologia.

Objetivo do blog

Este blog tem como objetivo a difusão de informação extraídos de fontes diversas de pesquisas realizadas por William Cesar e por Natasha Mitri, alunos da turma V03 do IFES Vitória, em conjunto com a professora Manuella, de Biologia do IFES Vitória, acerca dos conteúdos de microbiologia e botânica, que integram a disciplina de biologia.