Galera, esse pode ser um dos ultimos posts deste ano do blog, visto que, estamos prestes a entrar de férias. Bem, menos papo e mais trabalho! Aqui está o post que a professora manuella nos dirigiu a fazer. Espero que gostem.

Reino Plantae

Observamos que a vida no Reino Plantae também se originou da água; temos as algas ou talófitas, compostas por um corpo em forma de talo, desprovidas de tecidos especializados, com habitat estritamente aquático. Acredita-se que a plantas se originaram da evolução das clorófitas (algas verdes). Evolutivamente encontramos as briófitas, plantas terrestres porém que necessitam de ambiente úmido e com pouca luz; tanto as talófitas quanto as briófitas são organismos avasculares porque não possuem vasos condutores, por isso também seu reduzido tamanho.

Prosseguindo temos as pteridófitas que em Eras passadas ganharam espaço e conquistaram o direito de ‘crescer’, temos registro de prteridófitas gigantes. A esse crescimento deve-se pelo fato de serem organismos vasculares, na verdade, as primeiras plantas com vasos condutores (xilema e floema).

Porém, devido a outras adapatações as plantas foram evoluindo e modificando-se, estamos falando das fanerógamas, ou seja, plantas com caule, raízes, folhas, sementes, flores(gimnospermas) e frutos (angiospermas).Que por consequência das especializações conseguiram ganhar espaço das petridófitas que por sua vez foram reduzindo de tamanho.

Vimos de forma bem objetiva como se deu a evolução das plantas, porém, é importante observar que para que estes eventos ocorressem foi necessário que elas sofressem mudanças significativas em suas constituições anatomo-fisiológicas.

Para que a evolução ocorresse foi necessário:

A) Desenvolvimento de vasos condutores, que permitiram o transporte de substâncias necessárias à plantas, o que por consequência permitiu que elas crescessem

B) Desenvolvimento de sementes, com o objetivo de proteger o embrião de desidratar e nutrir o mesmo.

C) Desenvolvimento de flores, permitiu uma polinização cruzada, através de agentes polinizadores que conferiram maior variabilidade genética às plantas.

D) estuturas que impediram a perda excessiva de água, cutina e estômatos por exemplo, a cutina impermeabiliza as folhas contra a perda de água e os estômatos controlam as trocas gasosas com o meio ambiente.

As briófitas (musgos, hepáticas e antóceros)

As briófitas são plantas primitivas que não produzem flores, frutos e sementes e também não produzem tecidos vasculares. Por esse motivo são chamadas plantas avasculares ou não-traqueófitas. A ausência do tecido condutor é a grande responsável pelo porte pequeno desses vegetais.

As briófitas são terrestres de ambientes úmidos, sombreados e quentes; algumas espécies vivem em água doce e não ocorrem no mar. No Brasil, um dos ambientes mais favoráveis para o crescimento dessa vegetação é a Mata Atlântica.

Nesses vegetais encontra-se uma nítida alternância de gerações em que o gametófito representa o vegetal verde, complexo e duradouro, enquanto o esporófito é um vegetal simples, transitório e dependente do garnetófito feminino.

Os gametófitos produzem os órgãos reprodutores (gametângios) representados pelos arquegônios e anterídios. Esses gametângios diferem daqueles produzidos pelas algas porque apresentam uma epiderme estéril de revestimento e proteção dos gametas.

Os gametângios femininos são denominados arque- gênios. São estruturas muito pequenas, têm a forma de uma garrafinha, sendo a região do gargalo chamada colo e a região do bojo, ventre.

O colo é preenchido por uma fileira de células colares e o ventre possui duas células: ventral e oosfera. Durante o amadurecimento do arquegônio, as células colares e ventral transformam-se em substâncias mucilaginosas, restando, no interior do ventre, a oosfera (gameta feminino).

Esquema do arquegônio, visto ao microscópio.

Os gametângios masculinos são denominados anterídios. São órgãos claviformes ou esféricos. Externamente, observa-se a epiderme, que envolve e protege um tecido formado por células diminutas, os andrócitos. Cada andrócito sofre uma metamorfose, originando uma célula espiralada e biflagelada denominada anterozóide (gameta masculino).

Para a fecundação, é indispensável a presença de água da chuva. Os anterídios liquefazem a sua epiderme, pondo em liberdade os anterozóides, que nadam, na água, com auxílio dos flagelos. Os anterozóides são atraídos para o arquegônio graças às substâncias químicas produzidas pelo órgão reprodutor feminino, sendo o fenômeno conhecido por quimiotactismo. Um anterozóide une-se, no ventre do arquegônio, com a oosfera, originando a célulaovo ou zigoto. Ocorrida a fecundação, o zigoto desenvolve- se sobre o gametófito feminino, formando o esporófito. Este geralmente possui uma haste (seta), que suporta no ápice uma região dilatada conhecida por cápsula (esporângio). No interior da cápsula ocorre meiose para a formação dos esporos. Os esporos são todos iguais, motivo pelo qual essas plantas são isosporadas.

Nos musgos, a germinação dos esporos leva à formação de filamentos verdes, ramificados, com septos inclinados, denominados protonemas. Os protonemas formam espécies de “gemas”, que crescem para a formação de gametófitos. Cada protonema é capaz de produzir muitos gametófitos.

Nas hepáticas, o gametófito pode reproduzir-se assexuadamente, formando propágulos. Estes representam espécies de brotos, formados no interior de umas chamadas conceptáculos. Cada propágulo é capaz de dar origem a um novo gametófito.

Quanto à classificação, as briófitas podem ser subdivididas em três grupos: Musci, Hepaticae e Anthocerotae.

Musci (musgos)

Os representantes desse grupo são os musgos, os vegetais mais conhecidos entre todas as briófitas. A planta conhecida por musgo é o gametófito organizado em rizóides, caule e folhas. Os maiores musgos chegam a atingir 20cm de comprimento, como ocorre com os musgos do gênero Polytrichum. Os musgos sempre ocorrem em grupos, que cobrem o solo, rochas, muros etc. Muitas espécies resistem ao dessecamento temporário e outras ainda suportam longos períodos de seca.

Aspecto do gametófito e do esporófito de um musgo.

O ciclo de vida de um musgo obedece ao seguinte esquema:

Ciclo reprodutor de um musgo.

Hepaticae (hepáticas)

As hepáticas são vegetais que vivem em ambientes de muita umidade ou em água doce. O gametófito é taloso, prostrado e provido de rizóides na face interior. Um dos gêneros mais conhecidos é o Marchantia.

As plantas do gênero Marchantia vivem em solo ou rochas úmidas. O talo é lobado e ramificado dicotomicamente, apresentando estômatos primitivos na superfície superior. Os talos formam conceptáculos onde se desenvolvem os propágulos encarregados da reprodução assexuada do gametófito. Os arquegônios e anterídios formam-se em ramos especiais chamados, respectivamente, de arquegonióforos e anteridióforos.

Os arquegonióforos são facilmente reconhecidos porque produzem um chapéu provido de expansões que lembram dedos da mão. Os anteridióforos formam chapéus pouco recortados. Os esporófitos aparecem pendurados no chapéu feminino e podem ser divididos em pé, seta ou haste e cápsula. A cápsula produz, por meiose, esporos iguais.

Anthocerotae (antóceros)

São plantas do gênero Anthoceros. O gametófito é taloso prostrado contra o solo úmido, onde se fixa através de rizóides.

Importância das briófitas

  • Decompõem as rochas sobre as quais se desenvolvem.
  • Absorvem, como verdadeiras esponjas, grandes quantidades de água das chuvas, mantendo a superfície do solo úmida.
  • Formam a turfa utilizada como combustível.

Pteridófitas

  • As pteridófitas foram as primeiras plantas vasculares na Terra (traqueófitas), ou seja, possuem vasos condutores de seiva (substância nutriente), o que permitiu que esse tipo de planta tivesse maior porte, e podem ser divididas em 4 filos: psilophyta, lycophyta, sphenophyta e pterophyta (as quais pertencem as samambaias).

As pteridófitas não possuem sementes, reproduzindo-se por alternância de gerações sendo a fase esporófita a sua mais desenvolvida (com raiz caule e folhas), diferentemente das briófitas. Seus gametas masculinos (anterozóides) são flagelados, o que faz a planta depender de ambientes terrestres úmidos para a sua reprodução, já que eles nadam para chegar aos arquegônios (gametas femininos da planta, que já possuíam a oosfera) para ocorrer a fecundação. Apesar disso, não é impossível encontrar espécies em ambientes como a caatinga nordestina.
Seu caule (rizoma) é geralmente subterrâneo, e as samambaias e avencas por exemplo, podem viver hospedando-se em outras plantas como o dendezeiro por exemplo, sendo aquelas suas comensais (não a prejudicam).
No mundo, estima-se que existam desde 9,000 à 12,000 espécies de pteridófitas, sendo que  3,250 delas estão na América do Sul, e destas, 30% estão no Brasil.

Reprodução:

As pteridófitas, como as briófitas, não possuem sementes e se reproduzem por meio de um ciclo que apresenta uma fase assexuada e outra sexuada (alternância de gerações), mas a sua fase mais desenvolvida é a esporófita, com raiz caule e folhas.
Em certas épocas, na superfície inferior das folhas da samambaia, por exemplo, formam-se pontos escuros chamados de soros, onde se produzem os esporos (fase esporófita).

Quando os esporos amadurecem, os soros abrem-se, deixando-os cair no solo úmido; cada esporo, então, germinará e dará origem ao protalo. O protalo é uma planta sexuada, em forma de coração, produtora de gametas (fase gametófita).

No protalo, formam-se os anterozóides e os arquegônios. Os anterozóides, deslocando-se em água, nada em direção à oosfera, fecundando-a. Surge, então, o zigoto, que se desenvolve, transformando-se em uma nova samambaia que, quando adulta, iniciará um novo ciclo para a sua reprodução.

Já que o gameta masculino da planta, o anterozóide, é flagelado, as pteridófitas dependem de ambientes terrestres úmidos para se reproduzirem, mas não é impossível de se encontrar espécies que vivem na caatinga nordestina por exemplo.

Gimnospermas

Denominamos Gimnospermas a diversos grupos de plantas que tiveram o seu apogeu durante o baixo e médio Mesozóico (Triássico e Jurássico), e presentemente representadas por apenas 820 espécies viventes, em cerca de 80 gêneros.

São plantas que formam sementes nuas, isto é, não encerradas em ovários. Os óvulos formam-se sobre megasporofilos ou estruturas análogas, isoladamente ou em grupos. Cada megasporângio geralmente se acha protegido por um envoltório ou tegumento que deixa no ápice uma abertura, a micrópila; freqüentemente os microsporângios e os megasporângios estão reunidos em estróbilos. A polinização é feita pelo vento ou por insetos pouco especializados (besouros), daí a grande quantidade de grãos de pólen formados. Uma das diferenças fundamentais entre Gimnospermas e Angiospermas é a ausência de endosperma na semente das primeiras. Com exceção das Gnetophyta, elas não apresentam elementos de vaso no lenho secundário, sendo este formado exclusivamente por traqueídes e possuem comumente canais resiniferos.

Cronquist (1971) considerou as gimnospermas compondo um só táxon, a Divisão Pinophyta, mas nas últimas décadas foram-se acumulando evidências de que as plantas tradicionalmente aí incluídas não formam um grupo monofilético. Assim, adotaremos aqui a proposta de Gifford e Foster (1989) e de Mauseth (1995), que tratam as gimnospermas como 7 filos:

1. Divisão Progymnospermophyta (fósseis da era Paleozóica).

2. Divisão Pteridosperniophyta (fósseis do Carbonífero ao Cretáceo).

3. Divisão Cycadeoidophyta (= Bennettitales) (fósseis do Triássico ao Cretáceo).

4. Divisão Cycadophyta (do Permiano ao Recente).

5. Divisão Ginkgophyta (do Triássico, chegando ao Recente apenas com uma espécie, Ginkgo biloba).

6. Divisão Coniferophyta ou Pinophyta (do Carbonífero Superior ao Recente).

7. Divisão Gnetophyta (do Permiano ao Recente).


Ciclo de Vida

Para o ciclo de desenvolvimento das gimnospermas, nossos exemplos serão a classe Coniferae, muito representada na Europa Central e, concretamente, os pinheiros (Pinus). Em Pinus sylvestris, as folhas aciculares encontram-se nos extremos dos ramos. Sempre aos pares, sobre um curto pecíolo, sua base está rodeada, inicialmente, por uma bainha branco-prateada. Esta bainha é formada por 5 ou 7 catáfilos membranosos. Ao final, estes desaparecem, deixando apenas alguns restos. O conjunto todo é um braquiblasto. Forma-se este sobre macroblastos mais poderosos, na axila de pequenos catáfilos escamiformes pardo-avermelhados. O sistema de ramificação dos pinheiros, portanto, está dividido em macroblastos e braquiblastos. Os grupos estrobiliformies de microsporofilos também são braquiblastos. Aparecem em grande número na base dos macroblastos mais jovens. Estes são formados por numerosos microsporofilos, ordenados heicoidalmente. No começo, estão rodeados, geralmente, por 3 folhas escamiformes, situadas na sua base. Os microsporofilos possuem, na parte inferior, dois microsporângios concrescentes, os sacos polínicos. Nas espermatófitas. os microsporófilos são denominados estames. Os sacos polínicos apresentam um tapete periplasmodial. No momento da maturidade, abrem-se, longitudinalmente, devido à força de coesão produzida no exotécio de estrutura parecida ao de Selaginella. Nos grãos de pólen, a mais externa das 3 camadas de exina está abaulada em dois lugares. Forma sacos aéreos vesiculosos que diminuem a velocidade de queda dos grãos de pólen.

A determinação morfológica das pinhas femininas já deu lugar a muitas discussões. Atualmente, a questão já foi solucionada. As pinhas femininas ocupam o lugar de macroblastos. Neles e nas axilas de ‘escamas tectrizes” estéreis ou melhor, deslocadas para a parte superior destas e fusionadas com as mesmas —, assentam os braquiblastos reduzidos a só uma folha escamiforme: a escama seminífera. As escamas seminíferas têm, na sua base, 2 primórdios seminais com tegumentos. Estes se estruturam em foma de pinças. Cada escama seminífera corresponde, assim, ao resto de um grupo de megasporofílos ou de uma flor feminina. Isto é, a pinha feminina é uma inflorescência. Pode ser comparada ao conjunto de flores masculinas situadas na base de um macroblasto. Reforça esta interpretação o fato de que as Voltziales (extintas; Carbonífero Superior ao Jurássico) possuíam braquiblastos em lugar de escamas seminíferas. Eles tinham várias folhas estéreis e uma ou várias seminíferas, como, por exemplo, Lebachia (= Walchia, L. piniformis, de Rotliegende).

No interior do primórdio seminal, dentro do megasporângio do nucelo, tem lugar o desenvolvimento do único macrósporo (célula do saco embrionário). Surge ai o gametófito feminino que, nas espermatófitas, é denominado saco embrionário. O saco embrionário das gimnospermas à exceção de Gnetatae — representa um megaprótalo pluricelular. Possui vários arquegônios, inicialmente desenvolve-se por divisões nucleares livres. Os arquegônios das coníferas possuem, geralmente, de 4 a 8 células parietais do colo (só 2 em Cycadatae e Ginkgo). Nas pináceas, inclusive, têm uma célula do canal central. O tamanho das oosferas é considerável.

O vento transporta os grãos de pólen, produzidos em grande número (‘chuva de enxofre”, durante a época de floração das coníferas). O desenvolvimento do gametófito masculino (microprótalo) começa no grão de pólen mesmo antes da polinização. Primeiro, separam-se duas células lenticulares do prótalo que desaparecem precocemente. A célula restante divide-se em: 1) uma grande célula vegetativa (célula do tubo polinico); 2) uma célula menor, generativa (célula anteridial), rodeada pela primeira. Da segunda, desenvolve-se uma anterídio reduzido. A célula vegetativa cresce para dar lugar ao tubo polínico, depois da polinização. Neste ponto a célula anteridial divide-se em uma célula pedicular (deslocadora) e outra espematógena. Finalmente esta dá lugar a 2 células espermáticas, transportadas até um dos arquegônios pelo tubo polínico. Só uma das células espermáticas toma parte na fecundação, a outra desaparece.

Nas gimnospermas, o desenvolvimento do embrião a partir da oosfera fecundada passa pela formação de um proembrião. Nelas, isto ocorre mais ainda do que nas angiosperinas. Em Pinus (e, geralmente, nas coníferas), o núcleo do zigoto divide-se, primeiro, em 4 núcleos-filhos. Eles emigram para o extremo inferior do zigoto, dispondo-se ali num plano perpendicular ao eixo do zigoto. Através de divisões nucleares posteriores, com a consequente formação de paredes, formam-se 4 pavimentos, com 4 células cada um. As 4 células superiores ficam abertas, frente ao plasma do zigoto. As células do pavimento seguinte formam uma grossa parede. As do terceiro pavimento convertem-se no embrióforo (suspensor). Empurram então as células do pavimento inferior dentro do tecido do prótalo. Estas últimas células contribuem no alongamento do suspensor, pela sua reprodução. Finalmente, a série de células do suspensor, junto com as células do pavimento inferior, separam-se umas das outras. As células do pavimento inferior ficam dispostas nos extremos das 4 séries. Em cada uma delas se produz um embrião, Isto quer dizer que, de cada zigoto, podem-se formar 4 embriões genotipicamente iguais. Mas só um deles se desenvolve completamente, crescendo, de inicio, pela atividade de uma célula apical trilateral. No desenvolvimento dos órgãos fundamentais, o embrião forma um número variável de cotilédones (de 2 a 18). O embrião está afundado no tecido do prótala Este serve como tecido de nutrição (endosperma primário). O tegumento converte-se na cobertura da semente. A semente é desprendida junto com uma asa que se separa, do lado superior, da escama seminífera.


Pteridospermophyta ( Cycadofilices, pteridospermas)

Estas plantas apareceram já no Devoniano Superior. Alcançaram grande desenvolvimento durante o Carbonífero e o Permiano, extinguindo-se no Jurássico. Possuíam frondes semelhantes às das pteridófitas. Seu aspecto lembrava muito os fetos arborescentes. Apresentavam crescimento secundário em espessura. Podemos supor que as suas raízes eram do tipo alorriza. Estas também tinham capacidade de crescimento secundário em grossura. Os microsporângios, agrupados em sinângios, e os primórdios seminais (ou macrossoros) estavam sobre as pínulas de esporotrofilos muito divididos, parecidos aos trofofilos, e que ainda não estavam agrupados em flores. As séries formais (= séries de progressão?) dos macróssoros, ou primórdios seminais, fazem supor uma transformação paulatina dos megasporângios periféricos, estéreis, em tegumentos. Os primórdios seminais estavam, muitas vezes, rodeados por uma cúpula (2º tegumento?). Por exemplo, no gênero Lyginopteris, do Carbonífero Médio a Superior. Tratava-se, provavelmente, de uma planta trepadora. Possuía pequenos caules, de até 4 centímetros de grossura, onde a semente separava-se, possivelmente, da cúpula. A fecundação ocorria, sem dúvida, por espermatozóides. No grupo das pteridospermas podem ser acrescentadas as Glossopteridaceae. São estas o elemento mais importante da flora de Godwana (flora-Glossopteris). Dominante no Hemisfério Meridional, no período Permocarbonífero até o Jurássico, caracterizam-se por folhas indivisas e lingüiformes. Nas Caytoniales, os grãos de pólen eram providos de sacos aéreos. É provável que as Cycadatae e as Bennettitatae fósseis sejam muito afins das Pteridospermae.


Cycadeoidophyta (=Bennettitatae)

Estas gimnospermas, parecidas com as cicadatas, viveram deste o Triássico até o Cretáceo. Possuíam, em alguns casos, flores hermafroditas com perianto, estames plumosos e um gineceu de estrutura complicada. Esta estrutura pode dar a entender que os estames (admitindo que estes se alternavam, com escamas interseminais estéreis) estavam reduzidos a um primórdio seminal pedicelado Supõe-se que houvesse polinização por coleópteros e fecundação por espermatozóides. As plântulas possuíam 2 cotilédones.


Corditatae

As cordaitatas eram árvores esbeltas, de até 30 m de altura, com copa muito ramificada. Suas folhas eram pequenas ou grandes (até 1 m), lanceoladas ou compridas, dicótomo-paralelinérveas. Possuíam um intenso crescimento secundário em grossura, viveram do Devoniano Superior até o Permiando. Formaram grandes bosques durante o Carbonífero. As flores estrobiliformes, masculinas e femininas. Estavam unidas em inflorescências amentáceas com sexos separados. Além de estames e carpelos, as flores possuíam, na sua base, numerosas escamas estéreis. Os estames apresentavam, no ápice, grupos de 6 a 8 sacos polínicos. Os carpelos tinham de 1 a 2 primórdios seminais terminais com uma câmara polínica (fecundação por espermatozóides provavelmente). Os grãos de pólen estavam, quase que por inteiro, rodeados por um saco aéreo. É provável que as Corditatae fossem estreitamente aparentadas com a classe seguinte.


Cyacadophytas (Cicadácias)

As cicadácias são conhecidas desde o Triássico. Aparecem, ainda hoje, como “fósseis vivos” numa área descontínua, tropical e subtropical. O gênero Cycas (Cycadaceae) está distribuído desde Madagascar até o Japão e Polinésia: Stangeria (Stangeriaceae) e Encephalartos (Zamiaceae), na África; a maioria de Zamiaceae com Dioon, Microcycas, Ceratozamia, e Zamia, na Améica tropical e subtropical; e, junto com Lepidozamia. Macrozomia e Bowenia, na Austrália. O aspecto destas plantas lembra as palmeiras: troncos geralmente não ramificados curtos e um pouco afundados no solo, com frondes tipo penacho, grandes, simplesmente pinadas, cujos ápices estão enrolados como fetos, na fase de gema. As folhas vegetativas alternam periodicaniente com catáfilos.

No tronco a medula e o córtex estão intensamente desenvolvidos O crescimento dos feixes condutores colaterais provocado pelo câmbio, reduzido. Mas, em muitos gêneros aparecem outros anéis concêntricos de feixes, no córtex. Comunicam-se entre si e com o primeiro anel de feixes, fenômeno já comparado à estrutura do tronco, das Medullosaceoe, na família das ptetidospermas. No córtex e na medula, mas também nas demais partes da planta, existem canais de mucilagem. Da medula de algumas cicadáceas, rica em amido, obtêm-se a fécula denominada sagu.

As cicadácias são plantas dióicas. Os estames e os carpelos estão ordenados em “inflorescencias” estrobiliformes. Só os grupos de carpelos de Cycas são uma exceção; podem ser considerados o princípio da formação de flores. De vez em quando, o ponto vegetativo do tronco forma, aqui, um carpelo em lugar de folhas vegetativas. Mas logo volta a formar estas últimas. Os carpelos são cobertos densamente por uma penugem pardo-amarelada. Mostram-se claramente homólogos às folhas vegetativas pela forma e, principalmente, pelo seu ápice freqüentemente penado. Nos carpelos dos demais gêneros, agrupados em estróbilos, a parte terminal involuciona. O número de primórdios seminais marginais fica reduzido a 2. Também estes estróbilos florais formam-se de maneira terminal no ápice caulinar. Mas são deslocados, para o lado, por um ponto vegetativo axilar. Este continua, de modo simpódico, o crescimento do caule.

Pode-se deduzir que o tegumento grosso dos primórdios seminais formou-se da concrescência de dois tegumentos: era abastecido por dois sistemas de feixes condutores. No nucelo aparece, por baixo da micrópila, devido à destruição de tecidos, da câmara polínica. O megaprótalo muito desenvolvido, ou seja, o saco embrionário, forma vários arquegônios com 2 células parietais do colo. Forma também uma oosfera de até 6 milímetros de tamanho. Os arquegônios desembocam na câmera arquegonial, formada por afundamento do protalo. Os estames (microsporófilos) levam, na parte inferior, um grande número de sacos polínicos (microsporângios) De paredes grossas, eles formam grupos de 2 ou 3 e se abrem, por meio de um exotécio. Os grãos de pólen desenvolvem-se, dentro dos sacos polínicos, até a fase de 3 células. Isto é, além de uma célula de protalo, formam a anteridial e a vegetativa (célula do tubo polínico) do microprotalo.

Na época da polinização aparece, pela micrópila, uma gotinha de líquido (gota polinizante). Ela retém os grãos de pólen transportados pelo vento ou, algumas vezes, por insetos (coleópteros). Ao secar a gota polinizadora. os grãos de pólen são arrastados para a câmara polínica. Ai germinam penetrando, como um tubo, no tecido nucelar. Enquanto isso, a câmara polínica e a câmara arquegonial unem-se por dissolução do tecido nucelar. A célula anteridial do microprotalo divide-se em pedicular e espermatógena. Esta, por sua vez, divide-se em duas células espermáticas. A partir destas, desenvolvem-se espermatozóides móveis (em Mycrocycas, grande número deles), muito grandes. Medem até 0,3 mm, de diâmetro, são os maiores, dos reino vegetal e animal. Têm uma banda de cílios, enrolada helicoidalmente. Os espermatozóides são liberados após a ruptura da intina. Nadam, então, ativamente; para o arquegônio. Penetram nele, após soltar o invólucro de plasma e a banda de cílios. Aqui o tubo polínico não serve, portanto, para o transporte de células espermáticas imóveis ou amebóides. Serve apenas para fixar o microprotalo ao tecido do nucela Aqui também se desenvolve, a partir do zigoto primeiro, um proembrião. O tecido do megaprotalo serve de tecido de nutrição. O tegumento transforma-se numa cobertura seminal, externamente carnosa (sarcotesta).

Angiospermas

Atualmente são conhecidas cerca de 350 mil espécies de plantas – desse total, mais de 250 mil são angiospermas.

A palavra angiosperma vem do grego angeios, que significa ‘bolsa’, e sperma, ‘semente’. Essas plantas representam o grupo mais variado em número de espécies entre os componentes do reino Plantae ou Metaphyta.

Flores e frutos: aquisições evolutivas

As angiospermas produzem raiz, caule, folha, flor, semente e fruto. Considerando essas estruturas, perceba que, em relação às gimnospermas, as angiospermas apresentam duas “novidades”: as flores e os frutos.

A flor e o fruto do maracujá

As flores podem ser vistosas tanto pelo colorido quanto pela forma; muitas vezes também exalam odor agradável e produzem um líquido açucarado – o néctar – que serve de alimento para as abelhas e outros animais. Há também flores que não têm peças coloridas, não são perfumadas e nem produzem néctar.

Coloridas e perfumadas ou não, é das flores que as angiospermas produzem sementes e frutos.

As partes da flor

Os órgãos de suporte – órgãos que sustentam a flor, tais como:

  • pedúnculo – liga a flor ao resto do ramo.
  • receptáculo – dilatação na zona terminal do pedúnculo, onde se inserem as restantes peças florais.

Órgãos de proteção

Órgãos que envolvem as peças reprodutoras propriamente ditas, protegendo-as e ajudando a atrair animais polinizadores. O conjunto dos órgãos de proteção designa-se perianto. Uma flor sem perianto diz-se nua.

  • cálice – conjunto de sépalas, as peças florais mais parecidas com folhas, pois geralmente são verdes. A sua função é proteger a flor quando em botão. A flor sem sépalas diz-se assépala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (tépalas), e for semelhante a sépalas diz-se sepalóide. Neste caso diz-se que o perianto é indiferenciado.
  • corola – conjunto de pétalas, peças florais geralmente coloridas e perfumadas, com glândulas produtoras de néctar na sua base, para atrair animais. A flor sem pétalas diz-se apétala. Se todo o perianto for igual (tépalas), e for semelhante a pétalas diz-se petalóide. Também neste caso, o perianto se designa indiferenciado.
Órgãos de reproduçãofolhas férteis modificadas, localizadas mais ao centro da flor e designadas esporófilos. As folhas férteis masculinas formam o anel mais externo e as folhas férteis femininas o interno.

  • androceu – parte masculina da flor, é o conjunto dos estames. Os estames são folhas modificadas, ou esporófilos, pois sustentam esporângios. São constituídas por um filete (corresponde ao pecíolo da folha) e pela antera (corresponde ao limbo da folha);
  • gineceu – parte feminina da flor, é o conjunto de carpelos. Cada carpelo, ou esporófilo feminino, é constituído por uma zona alargada oca inferior designada ovário, local que contém óvulos. Após a fecundação, as paredes do ovário formam o fruto. O carpelo prolonga-se por uma zona estreita, o estilete, e termina numa zona alargada que recebe os grãos de pólen, designada estigma. Geralmente o estigma é mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopolinização.

Os frutos contêm e protegem as sementes e auxiliam na dispersão na natureza. Muitas vezes eles são coloridos, suculentos e atraem animais diversos, que os utiliza como alimento. As sementes engolidas pelos animais costumam atravessar o tubo digestivo intactas e são eliminadas no ambiente com as fezes, em geral em locais distantes da planta-mãe, pelo vento, por exemplo. Isso favorece a espécie na conquista de novos territórios.

 

Os dois grandes grupos de angiospermas

As angiospermas foram subdivididas em duas classes: as monocotiledôneas e as dicotiledôneas.

São exemplos de angiospermas monocotiledôneas: capim, cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo, aveias, cevada, bambu, centeio, lírio, alho, cebola, banana, bromélias e orquídeas.

São exemplos de angiospermas dicotiledôneas: feijão, amendoim, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico, pau-brasil, ipê, peroba, mogno, cerejeira, abacateiro, acerola, roseira, morango, pereira, macieira, algodoeiro, café, jenipapo, girassol e margarida.

Monocotiledôneas e dicotiledôneas: algumas diferenças

Entre as angiospermas, verificam-se dois tipos básicos de raízes: fasciculadas e pivotantes.

Raízes fasciculadas – Também chamadas raízes em cabeleira, elas formam numa planta um conjunto de raízes finas que têm origem num único ponto. Não se percebe nesse conjunto de raízes uma raiz nitidamente mais desenvolvida que as demais: todas elas têm mais ou menos o mesmo grau de desenvolvimento. As raízes fasciculadas ocorrem nas monocotiledôneas.

Raízes pivotantes – Também chamadas raízes axiais, elas formam na planta uma raiz principal, geralmente maior que as demais e que penetra verticalmente no solo; da raiz principal partem raízes laterais, que também se ramificam. As raízes pivotantes ocorrem nas dicotiledôneas.

Raiz fasciculada e pivotante, respectivamente.

Em geral, nas angiospermas verificam-se dois tipos básicos de folhas: paralelinérvea e reticulada.

 
Folhas paralelinérveas – São comuns nas angiospermas monocotiledôneas. As nervuras se apresentam mais ou menos paralelas entre si. Folhas reticuladas – Costumam ocorrer nas angiospermas dicotiledôneas. As nervuras se ramificam, formando uma espécie de rede.

Existem outras diferenças entre monocotiledôneas e dicotiledôneas, mas vamos destacar apenas a responsável pela denominação dos dois grupos.

O embrião da semente de angiosperma contém uma estrutura chamada cotilédone. O cotilédone é uma folha modificada, associada a nutrição das células embrionárias que poderão gerar uma nova planta.

  • Sementes de monocotiledôneas. Nesse tipo de semente, como a do milho, existe um único cotilédone; daí o nome desse grupo de plantas ser monocotiledôneas (do grego mónos: ‘um’, ‘único’). As substâncias que nutrem o embrião ficam armazenadas numa região denominada endosperma. O cotilédone transfere nutrientes para as células embrionárias em desenvolvimento.
  • Sementes de dicotiledôneas. Nesse tipo de semente, como o feijão, existem dois cotilédones – o que justifica o nome do grupo, dicotiledôneas (do grego dís: ‘dois’). O endosperma geralmente não se desenvolve nas sementes de dicotiledôneas; os dois cotilédones, então armazenam as substâncias necessárias para o desenvolvimento do embrião.

 

Resumo: Monocotiledôneas vs Dicotiledôneas

MONOCOTILEDÔNEAS

DICOTILEDÔNEAS

raiz

fasciculada (“cabeleira”)

pivotante ou axial (principal)

caule

em geral, sem crescimento em espessura (colmo, rizoma, bulbo)

em geral, com crescimento em espessura (tronco)

distribuição de vasos no caule

feixes líbero-lenhosos “espalhados”(distribuição atactostélica = irregular)

feixes líbero-lenhosos dispostos em círculo (distribuição eustélica = regular)

folha

invaginante: bainha desenvolvida; uninérvia ou paralelinérvia.

peciolada: bainha reduzida; pecíolo; nervuras reticuladas ou peninérvias.

Flor

trímera (3 elementos ou múltiplos)

dímera, tetrâmera ou pentâmera

embrião

um cotilédone

2 cotilédones

exemplos

bambu; cana-de-açúcar; grama; milho; arroz; cebola; gengibre; coco; palmeiras.

eucalipto; abacate; morango; maçã; pera; feijão; ervilha; mamona; jacarandá; batata.

Pessoal, um grande abraço e até o próximo post.